A Virada de Chave: Do Recebimento Efetivo à Competência
Historicamente, milhares de pequenas e médias empresas optantes pelo Simples Nacional utilizam o regime de caixa para recolher tributos somente após a efetiva liquidação financeira dos boletos ou parcelas de cartão. Com a transição do sistema tributário e a introdução da CBS e do IBS, a Receita Federal confirmou que a sistemática de caixa deixará de existir no modelo atual: a exigência tributária passará a incidir diretamente no faturamento e na emissão dos documentos fiscais.
O Risco Imediato de Asfixia Financeira
Imagine uma venda ou contrato de prestação de serviços fechado em R$ 100.000,00 parcelado em 10 vezes. No modelo antigo, o imposto acompanhava a entrada de cada parcela. Em 2027, o imposto unificado será gerado integralmente com base na competência da nota fiscal emitida, obrigando o empresário a recolher tributos sobre valores que ele só receberá meses depois. Empresas que não recalcularem seus prazos médios de recebimento e seu capital de giro enfrentarão graves crises de liquidez.
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